Rodrigo Jalloul, o principal xeque xiita do Brasil, afirma que alguns xeques estão pregando o radicalismo islâmico por aqui. Leia um trecho de sua entrevista à Veja:

Existe pregação radical no Brasil?

Alguns xeques erram em focar muito a política e pouco a religião. Eles dizem abertamente que os xiitas são hereges e malditos. Os brasileiros que se convertem não conhecem a história da religião e acabam caindo nessa farsa. A radicalização dos muçulmanos brasileiros deve-se ao excesso de informação disponível, mas sem um filtro adequado. Certa vez, encontrei uma muçulmana sunita na porta da mesquita do Brás e convidei-a para entrar. Ela se recusou, pois um xeque sunita lhe havia dito que se tratava de um lugar maldito. Era uma jovem normal, mas com uma visão totalmente radicalizada da religião. O wahabismo e o salafismo, que são as subcategorias mais radicais do sunismo, têm se manifestado de modo muito forte no Brasil. Isso é uma ameaça. A radicalização que afeta jovens na Europa também está acontecendo no Brasil. Todo cuidado é pouco.